Seminário Internacional de Minerais Críticos e Estratégicos 2026

Presidente do IBRAM afirma que o futuro é “conhecimento mais mineração” em sua participação no Seminário Internacional de Minerais Críticos e Estratégicos 2026

 

Em um cenário global cada vez mais impulsionado pela inovação tecnológica, pela digitalização e pela transição para uma economia de baixo carbono, os minerais críticos e estratégicos assumem papel central no desenvolvimento econômico e industrial. Diante desse contexto, o Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) promoveu, em Brasília, o Seminário Internacional de Minerais Críticos e Estratégicos 2026, reunindo autoridades, especialistas, representantes da indústria e agentes públicos para debater os desafios, oportunidades e tendências que moldam o futuro desses recursos essenciais.

A programação teve como um de seus principais focos o papel dos minerais críticos na transição energética global e na sustentação das novas tecnologias. Durante a palestra de abertura, o presidente do IBRAM, Pablo Cesário, destacou que o avanço da inteligência artificial, a expansão dos data centers e a crescente digitalização da economia deverão impulsionar significativamente a demanda por minerais estratégicos nos próximos anos. Segundo ele, esse cenário reforça a necessidade de fortalecimento da atividade mineral como elemento indispensável para viabilizar a transição energética e atender às demandas da economia do futuro.

Neste sentido, fica evidente a posição de destaque da mineração, em um contexto de aumento da demanda energética mundial e pela busca por fontes mais sustentáveis de geração de energia. O Brasil, por sua vez, também assume posição de destaque, detendo a segunda maior reserva mundial de terras raras, minerais fundamentais para a fabricação de equipamentos eletrônicos, baterias, turbinas eólicas e diversas outras tecnologias estratégicas.

Ao abordar as perspectivas para o setor, Pablo Cesário ressaltou a importância de o país avançar na verticalização da cadeia produtiva e no fortalecimento da pesquisa científica e tecnológica, agregando valor aos recursos minerais extraídos em território nacional. Em sua fala, sintetizou essa visão ao afirmar que: “O futuro é um binômio: mineração mais conhecimento”.

Outro tema de destaque do seminário foi a Cadeia de Titânio e Vanádio, minerais essenciais para a produção de ligas metálicas de alta performance empregadas em setores estratégicos como petróleo e gás, defesa, indústria aeroespacial e aplicações biomédicas. O painel reuniu representantes da Agência Nacional de Mineração (ANM), da Largo Inc. e da Rio Grande Mineração, que apresentaram perspectivas sobre os mercados desses minerais, suas aplicações industriais e o potencial brasileiro para ampliar sua participação em segmentos de elevado valor agregado.

O evento também dedicou espaço relevante à discussão sobre a Cadeia do Lítio, considerada um dos pilares da transição energética global em razão de sua utilização na fabricação de baterias para veículos elétricos e sistemas de armazenamento de energia. Os debates enfatizaram a necessidade de o Brasil avançar para além da etapa de extração mineral, promovendo o processamento industrial e a fabricação de produtos de maior valor agregado. A estratégia, segundo os participantes, é fundamental para inserir o país de forma mais competitiva e definitiva na cadeia global de suprimentos da transição energética.

Participaram desse painel representantes da Sigma Lithium, AMG Brasil, do Centro de Tecnologia Mineral (CETEM), do Ministério de Minas e Energia (MME) e da Companhia Brasileira de Lítio (CBL), que analisaram os desafios regulatórios, tecnológicos e econômicos associados ao desenvolvimento dessas cadeias produtivas e às oportunidades de fortalecimento da indústria nacional.

A participação do escritório Fernanda de Paula Advogados no seminário reafirma seu compromisso com o acompanhamento das principais transformações regulatórias, institucionais e econômicas dos setores de mineração, energia e infraestrutura. O evento proporcionou importantes reflexões sobre os caminhos para o aproveitamento sustentável dos recursos minerais brasileiros, contribuindo para uma atuação jurídica cada vez mais alinhada às tendências que vêm moldando o desenvolvimento tecnológico e econômico do país.

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