Fórum sobre minerais críticos, promovido pelo Governo Trump, reúne convidados em São Paulo e conta com a presença da Dra. Fernanda De Paula

A crescente demanda global por energia limpa tem intensificado os debates em torno da exploração de minerais críticos, insumos essenciais para tecnologias como baterias, energia solar e eólica. Nos últimos anos, o aumento expressivo na procura por lítio, níquel e cobalto acompanhou a expansão recorde de veículos elétricos e fontes renováveis, consolidando esses minerais como peças-chave na transição energética. Além do impacto socioambiental, esses recursos também assumem papel estratégico para a soberania nacional, diante de sua aplicação em tecnologias sensíveis, como radares, ligas especiais e equipamentos avançados.

Contudo, mesmo nesse contexto promissor, o setor minerário enfrenta um desafio relevante que é a concentração da produção global em poucos países, o que amplia a importância geopolítica de nações com grande potencial mineral, como o Brasil, e reforça seu protagonismo na cadeia global.

É nesse cenário em que foi proposto e realizado o U.S. – Brazil Forum on Critical Minerals, em 18 de março de 2026, na sede da Amcham Brasil, em São Paulo, do qual participou o Escritório Fernanda de Paula. O evento reuniu autoridades brasileiras e estadunidenses, além de representantes do setor público e privado, tendo sido marcado como um importante espaço de diálogo sobre o futuro dos minerais críticos.

A programação contou com diversas palestras e painéis ao longo do dia, iniciando com debate sobre a política dos Estados Unidos, para minerais críticos e terras raras, que busca aumentar seu o domínio sobre as cadeias de produção que hoje são predominantemente exercidas pela China.

Na sequência, foram discutidos os impactos geopolíticos e as transformações nas cadeias globais de suprimento, com destaque para as oportunidades de cooperação entre Brasil e Estados Unidos. Detentor da segunda maior reserva de terras raras do mundo, o Brasil foi apontado como peça-chave na reconfiguração das cadeias produtivas internacionais, especialmente no cenário da transição energética e da crescente disputa geopolítica entre Estados Unidos e China.

O evento também trouxe painéis voltados ao desenvolvimento do setor mineral brasileiro, abordando desafios regulatórios, infraestrutura, atração de investimentos e estratégias para ampliar a participação do Brasil na cadeia global. Os palestrantes ressaltaram a necessidade de ampliar investimentos em pesquisa, inovação e capacitação profissional, como forma de agregar valor às vastas reservas minerais do país e fortalecer a competitividade da indústria nacional.

Outro ponto relevante do evento foi a apresentação de projetos minerais em desenvolvimento no Brasil, envolvendo minerais estratégicos como terras raras, níquel e lítio. As discussões incluíram ainda mecanismos de financiamento, parcerias público-privadas e instrumentos voltados à viabilização de investimentos, além de análises sobre o ambiente regulatório brasileiro, considerado favorável ao comércio e à expansão do setor.

O encontro foi encerrado com considerações finais de autoridades brasileiras, reforçando a importância estratégica do tema.

De forma geral, o fórum evidenciou o papel estratégico do Brasil no cenário global de minerais críticos, destacando o potencial do país como parceiro estratégico na construção de cadeias produtivas rentáveis, seguras e sustentáveis.

A participação deste Escritório Fernanda de Paula, por meio da presença da nossa sócia fundadora, Dra. Fernanda De Paula, no evento reforça seu acompanhamento próximo das discussões regulatórias, econômicas e estratégicas que impactam diretamente o setor mineral, especialmente no que se refere aos minerais críticos e às oportunidades institucionais e jurídicas associadas ao desenvolvimento dessa agenda no Brasil.

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